REVIEW | CLUBHOUSE GAMES: 51 WORLDWIDE CLASSICS é diversão mais do que garantida

Não importa seu estilo, não importa a sua idade, não importa a sua experiência anterior com esses tipos de jogos, de qualquer forma, é seguro dizer que Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics terá algumas dezenas de jogos para você.

Clubhouse Games: 51 WorldWide Classics foi anunciado pela Nintendo durante um Direct Mini que ela soltou de surpresa no dia 26 de março de 2020, depois de muito tempo sem notícias e com a apresentação feita para suprir esse momento de pandemia e quarentena em que estávamos começando a viver.

Ele já foi anunciado pronto e, no dia 05 de junho, chegou a Nintendo Switch [ah, se todos os jogos fossem assim]. Clubhouse chamou a atenção logo de cara, apresentando uma variedade absurda de jogos clássicos de tabuleiro, jogos de cartas, sinuca, tênis, boliche, e uma mistura enorme de outras modalidades que jamais imaginamos poderem estar juntas em um único pacote.

Mas funciona muito bem.

Pra quem já é tiozão como eu, existe uma nostalgia muito grande por trás da maioria dos jogos apresentados, principalmente os de tabuleiro, mesmo que a experiência que eu tenha tido com eles não tenha sido exatamente de jogar fisicamente em formato de tabuleiro, mas sim nos primórdios do computador, quando não tínhamos internet banda larga, nosso tempo de videogame era aos sábados pra não “estragar a TV”, e nós passávamos nosso tempo na frente do PC jogando alguns joguinhos que vinham na Revista CD-ROM, e muitos deles estão nessa coletânea.

E a nostalgia segue com Dots and Boxes [que muita gente pode conhecer como jogo dos pontinhos ou jogo dos tracinhos], e muitos outros jogos que nos pegaremos lembrando de momentos em que estávamos envoltos nessas jogatinas nas noites de sábado com a família [sempre dava briga entre os primos], ou com os amigos, e muitas vezes até com os colegas de trabalho [jogue cartas e tabuleiros no trabalho apenas quando acabar a luz].

DIVERSÃO ILIMITADA

Não é a primeira empreitada da Nintendo em Clubhouse. Existe um jogo para o Nintendo DS, e não havia momento melhor para essa franquia nascer, uma vez que o DS é intitulado pela própria Nintendo como “Touch Generation”, e poder utilizar todos os recursos da tela de toque para manusear os minigames caiu como uma luva. E quando a Nintendo anunciou a versão de Switch, quem não conhecia a série anteriormente ficou confuso e curioso sobre quem estava fazendo esses jogos, como essa surpresa totalmente aleatória foi parar no Nintendo Switch.

A questão é que ela não falou quem eram os devs porque simplesmente o jogo está em casa. Clubhouse é feito dentro dos estúdios de criação da própria Nintendo, pela NDCube, uma subsidiária da empresa, responsável por Super Mario Party [além de outros jogos Party, como Mario Party 10, 9, Island Tour, Wii Party, Animal Crossing Pocket Camp e até F-Zero Maximum Velocity do Game Boy Advance]. Mas curiosamenTe não foram eles que fizeram o Clubhouse do DS. Um pessoal com amplo conhecimento em minigames e jogos de tabuleiro. E aqui eu ouso dizer que Clubhouse vai além da experiência do último Mario Party, e do penúltimo, e do anterior antes desse, e entrega uma experiência muito mais completa e teria uma coisa ou outra para ensinar aos seus Partys antecessores.

Clubhouse é completo, e o orgulho que os devs sentem desse material ficou claro em seu subtítulo: 51 WorldWide Classics. Logo de cara você sabe que serão 51 modalidades de jogos que nunca se esgotam, jogos que permitem dezenas e dezenas de partidas consecutivas sem que se tornem cansativos. E caso um deles se torne após jogar muitas vezes, tem outros 50 à sua espera, e depois outros 49, mais 48, e quando você já tiver passado por todos, vai sentir saudade de jogar aquele um, e consequentemente retomar todo o ciclo. É muito conteúdo que vai garantir centenas de horas de gameplay.

DIVERSÃO PARA OS AMIGOS… PARA A FAMÍLIA [MAS PODE SER SÓ PARA VOCÊ TAMBÉM]

O maior trunfo de Clubhouse está não apenas na quantidade de jogos, mas também na variedade de estilos e formas de se jogar. Entre cartas, dominós, tabuleiros e outras atividades presentes, temos jogos que foram feitos para se jogar em mais pessoas [mas que também podem ser apreciados por apenas um jogador, com auxílio de CPU], temos jogos que funcionam melhor com a presença de 01 aparelhos um ao lado do outro, e temos jogos que são focados na experiência single player, porque os devs sabem que muitos jogadores apreciam aquele momento de se apreciar um jogo sozinho, só você, seu Nintendo Switch, e um game divertido e desafiador.

As partidas do multiplayer funcionam por conexão local, caso seus amigos e/ou familiares estejam junto com você e cada um tenha seu Switch, e também online, para jogar com os amigos à distância. Como o jogo foi lançado no meio da quarentena, nessa situação difícil em que nos encontramos, isso veio a ser extremamente benéfico.

E uma novidade muito bem vinda é que, para as partidas locais, basta que um jogador tenha o game completo, a versão full/paga do jogo. Clubhouse possui uma versão gratuita na eShop do Switch que permite a qualquer um experimentar 04 minigames do jogo, e uma vez com essa versão, chamada de Guest Edition, você pode jogar multiplayer de todos os 51 jogos com alguém que comprou o jogo. É a volta do Download Play, tão comum nas gerações DS e 3DS.

E claro que a NIntendo não ia deixar de dar seu toque especial no jogo, então após jogar três jogos diferentes de carta, você libera skins do Mario e sua turminha para as cartas.

Não importa seu estilo, não importa a sua idade, não importa a sua experiência anterior com esses tipos de jogos, de qualquer forma, é seguro dizer que Clubhouse Games: 51 Worldwide Classics terá algumas dezenas de jogos para você. Esteja você revivendo algum momento nostálgico da sua infância/adolescência, ou conhecendo um jogo novo, a variedade de modalidades e estilos vai garantir uma experiência divertida e satisfatória a todos que ousarem se aventurar pelo fascinante mundo dos jogos de cartas e tabuleiro.

Esta análise foi feita com código gentilmente cedido pela Nintendo.