REVIEW | DIABLO III traz seus demônios à tona

Diablo III é uma experiência boa para o Nintendo Switch e mais um jogo que torna a biblioteca do console mais forte.

A Blizzard por anos e anos habitou o imaginário de jogadores dos videojogos por conta de seus jogos extremamente viciantes e com mitologias únicas – pegando estruturas de fantasia e ficção-científicas popularizadas por Star Wars e o conhecido RPG de mesa Dungeons & Dragons, ela conseguiu se tornar uma poderosa empresa sinônimo de qualidade para os fãs desse tipo de imaginário – mesmo que mais para os fãs de jogos no computador.

Uma de suas séries mais marcantes do panteão da empresa é Diablo, que se passa num mundo de fantasia sombria onde você, um aventureiro, mata adversários para conseguir itens melhores até chegar no grande final – o tal de Diablo do título. Em 2012 saiu a terceira versão do jogo, Diablo III, que foi recebido meio que dividindo os fãs por n situações que tentarei apontar no decorrer deste texto.  Em 2013 o jogo fez a transição para os consoles de mesa e em 2018 chegou ao Nintendo Switch na sua versão Eternal Collection, com todos os DLCs e alguns conteúdos extras. É essa última versão que iremos falar sobre (afinal o site se chama Meu Nintendo) e eu já aviso que embora pontuar alguns pontos que tornam o terceiro capítulo da série não tão bom quanto seus antecessores, o jogo está aí a quase  oito anos. Você encontrara milhares de análises de seu conteúdo e afins provavelmente mais completas que essa – eu quero focar em sua conversão para o console híbrido da Nintendo. Vamos lá então?

CAÇANDO DEMÔNIOS ON THE GO

Dos óbvios pontos de diferença que essa versão apresenta em relação às outras é o fato dela ser portátil, o que pode agradar muitos jogadores. Com isso também não se faz necessária a presença do jogo estar constantemente online para funcionar igual em seu lançamento para o PC, tornando o jogo uma experiência interessante para viagens ou metros. Os controles estão adaptados de forma efetiva para os Joy-Cons, deixando assim mais simples a jogabilidade já que obviamente o console tem menos botões que um teclado. Como esperado o Switch também roda o jogo sem nenhum compromisso [o jogo é de 2012 afinal] e todo o conteúdo está presente, embora com certa mudança de experiência – embora sendo o mesmo jogo que alguns jogam há anos em outros lugares, aqui ele parece muito mais com um Hack’n’Slash que em sua versão original – resultado da conversão para um sistema diferente do point e click do PC.

A presença de conteúdos extras envolvendo franquias da Nintendo também se faz presente aqui, sendo um dos grandes diferenciais mas eles decepcionam bastante, não passando de itens cosméticos para fazer você parecer o Ganondorf ou customizar o retrato do seu personagem com uma triforce. Não custava uma Master Sword como um item lendário, né?

E O JOGO?

Irei fazer uma conjectura aqui que pode estar bem errada, mas  Diablo III atrai dois tipos de jogadores para o Switch: os que adoram a franquia desde sempre e  os que querem um famigerado RPG infinito para jogar no console. O fato é: ele consegue agradar esses dois grupos? Aos fãs da franquia digo que é um pouco mais difícil, já que o jogo em sua versão original já não os agradou tanto (embora as expansões que estão incluídas no jogo para Switch tenham melhorado o jogo e muito), mas é comum questionarmos se os fãs teriam esperado oito anos para jogar este jogo e se topariam comprar mais uma vez num preço bem salgado, enquanto a versão de PC completa aparece constantemente com descontos gigantes. Agora, para o segundo grupo, a experiência é ótima. O jogo tem muito conteúdo e com certeza consegue matar a vontade de um jogo infinito, rendendo horas e mais horas de conteúdos sejam explorando dungeons para tentar conseguir um item lendário como estratégias para criar um personagem poderoso.

Diablo III é uma experiência boa para o Nintendo Switch e mais um jogo que torna a biblioteca do console mais forte. Entre críticas e reclamações, o jogo vale a pena para quem procura um RPG daqueles de realmente gastar horas. No final, meu veredito é que eu fico muito mais surpreso com o fato dele talvez não ser totalmente vendido somente para os fãs da franquia, tornando um jogo bem mais acessível. Não irei dizer que é imperdível, mas digo que ele é uma opção divertida e de qualidade nesse mar de jogos disponíveis para o híbrido da Nintendo.

Esta análise foi feita com código gentilmente cedido pela Nintendo.