REVIEW | GRINDSTONE diverte e vicia na mesma intensidade

E quanto mais você explora, mais coisas vão sendo descobertas, mais rico aquele mundo vai ficando.

Um belo dia [estava frio e nevando, a beleza está nos olhos de quem vê] JORJ acordou em sua casa, logo cedo, pegou sua espada e saiu pela neve para caçar grudentos. Essa é basicamente a premissa de GRINDSTONE, jogo mobile da Apple Arcade que chegou ao Nintendo Switch no final de 2020 e no final do mês passado foi disponibilizado na eShop BR.

No jogo, seu objetivo é fazer uma corrente com o maior número possível de grudentos [os inimigos do jogo], e completar o desafio de uma fase, que consiste em derrotar um número específico desses monstros. No caminho, se JORJ fizer uma corrente com mais de 10 inimigos, uma Grindstone aparece. Elas são a moeda corrente daquele mundo. Com 15 uma Grindstone ainda maior é liberada, e com 20 uma maior ainda, com 25… e assim por diante.


CONTROLE… OU SEJA CONTROLADO

Quem já jogou qualquer jogo nessa formato, sabe como eles são viciantes. No Nintendo Switch temos Pokémon Café Mix. E Grindstone sabe como seduzir seus jogadores com personagens carismáticos [incluindo os inimigos], fases desafiadores e suas cores vivas.

Como todo game que quer te sugar para um caminho sem volta, Grindstone começa fácil e sem muitos desafios, te ensinando as mecânicas básicas, até o ponto de te deixar completamente fascinado por suas mecânicas simples e divertidas. E então as fases vão ganhando consistência, novos personagens e desafios vão aparecendo, e quando menos se espera, você está completamente envolto e disposto a enfrentar os maiores perigos para seguir em frente, para saber como a próxima fase pode te desafiar ainda mais, saber o que mais o jogo pode te oferecer.

E quanto mais você explora, mais coisas vão sendo descobertas, mais rico aquele mundo vai ficando. O jogo inclui até um bestiário com informações dos inimigos, e fichas de todos os personagens que você vai encontrar pelo caminho. Um prato cheio para os colecionistas.

Novos obstáculos e objetos vão aparecendo, e cabe ao jogador decidir continuar na fase após alcançar seu objetivo, para pegar 100% dos colecionáveis, ou correr para a saída e partir para a próxima missão. O que você deixa no cenário vem automaticamente para você assim que sai pela porta. Mas quando um baú aparece no lado oposto do cenário, não parece tão óbvia assim a decisão de simplesmente querer sair sem pegá-lo.

Finalizar cada desafio da forma mais completa possível vai te garantir benefícios ao seguir adiante. Mas sair da fase vivo é seu objetivo maior, mesmo que seja com metade do que precisava ser feito. Tomar a decisão correta em cada uma das fases é o que vai definir seu destino seguindo adiante.


TUDO NA PALMA DA SUA MÃO

Grindstone é completo, com muitas fases na missão principal, caminhos extras que aparecem no trajeto, e missões diárias para aprimorar seus instintos de caça. Tudo pelo infelizmente salgado preço de R$99,00, mas com a vantagem de não possuir microtransações e/ou espera para completar novas missões quando seus corações acabam, assim como acontece em jogos mobile.

Jogar no modo portátil é a melhor forma de tirar o maior proveito do jogo, utilizando a tela de toque para realizar todas as ações. Deixa a experiência mais fluída, interativa e intuitiva.

É um jogo que pode garantir boas horas de diversão, mas que também não custa esperar aparecer em promoção, o que não é incomum em jogos indie.

De qualquer forma, para entusiastas do gênero, Grindstone oferece o que há de melhor, em um jogo cheio de vida e personalidade, que não decepciona dentro de sua própria fórmula, mas que também não vai muito além do que outros jogos do estilo já o fazem. É mais uma opção para quem procura um puzzle divertido e desafiador.


Esta análise foi feita com código gentilmente cedido pela Nintendo.