REVIEW | SLENDER THE ARRIVAL – Medo real ou sobrenatural?

Slender: The Arrival é um jogo de survival horror com terror psicológico, sendo este uma sequência de Slender: The Eight Pages.

Slender: The Arrival é um jogo de survival horror com terror psicológico, sendo este uma sequência de Slender: The Eight Pages, renomado indie de terror, com elementos de re-imaginação. O jogo foi desenvolvido pela Parsec Productions em parceria com a Blue Isle Studios, chegando para PC em 2013 e finalmente aterrissou no Nintendo Switch em junho de 2019.

O jogo é baseado na lenda urbana Slender Man, que traduzindo literalmente para o português significa “homem esguio”, e ele é realmente isso: um homem magro, altíssimo, com a cabeça branca e inexpressiva, vestindo um terno preto.

As histórias que rondam esse misterioso personagem abordam este como um perseguidor, um sequestrador de pessoas e principalmente de crianças, e é por esse personagem aterrorizador que seremos perseguidos incansavelmente ao longo de todo o jogo.

Além disso, trazendo mais imersão interligado ao fator vulnerabilidade e solidão, o jogo passa-se todo em primeira pessoa, e nosso personagem porta apenas uma câmera de mão, o que denota um fato importante: não conseguimos nos defender, apenas fugir.

Na trama, somos um rapaz que está à procura de sua irmã Kate, que vive em uma casa afastada próxima à floresta do Oakside Park.

Depois de trocar algumas mensagens, você decide ir ver o que está acontecendo com ela.

Ao estacionar seu carro na estrada, rumamos à casa de Karen e ela não está mais lá. Investigamos toda casa e conseguimos ter acesso a um dormitório que está fechado e ao abri-lo nos deparamos com uma parede repleta de papéis com frases de medo escritas. Logo em seguida ouvimos um grito que provém da floresta atrás da casa e ao investigar descobrimos que possivelmente Kate está lá.

Oakside Park, é um parque estadual que abrigava uma mineradora – Kullman Mining Co, e devido a um incêndio no passado, que culminou na morte de um homem, o governo queria revitalizar o local e trazer famílias para morarem na região quatro anos depois do incidente, mas ao que tudo indica, algo aconteceu e o projeto não teve o futuro esperado.

Com isso, descobrimos que não estamos sozinhos e somos perseguidos por Slender Man que está sempre nos observando e, caso acabemos não fugindo, somos capturados e precisamos recomeçar aquela etapa.

O jogo é tecnicamente curto, conta com 9 estágios dos quais precisamos buscar pistas e resolver pequenos objetivos para conseguirmos avançar para a próxima etapa.

Infelizmente ele conta com gráficos que não correspondem à geração e algo que incomoda muito é que não existe um menu de acesso aos documentos de leitura durante o gameplay. Para reler, é necessário verificar o documento na tela principal do jogo.

No que se refere a habilidades, o personagem pode correr, se abaixar e usar uma lanterna, que pode ser utilizada como defesa em determinadas situações, tendo como recurso o foco de luz para espantar algum perseguidor.

A história do jogo é bem interessante e intrigante, mas alguns aspectos, como o próprio gráfico e a ausência de menu, fazem a experiência que poderia ser ótima perder-se um pouco. 

O jogo conta com alguns jumpscares ao longo do caminho que, em sua maioria, inicialmente são previsíveis, porém com o passar dos episódios a experiência fica cada vez mais tenebrosa e assustadora, quando menos se espera a atmosfera do terror psicológico vem à tona com força e em determinados momentos os sustos são certeiros.

O jogo consegue criar uma boa atmosfera de terror e solitude, independente dos problemas apresentados, e suga o jogador para dentro da trama – caso consiga deixar de lado os pontos citados.

A trilha sonora é pontual e dita muito as regras do jogo, aparecendo em momentos certeiros para deixar o jogador mais submerso no mundo do terror apresentado, que é totalmente psicológico, tendo em vista que estamos sempre sozinhos e nunca sabemos quando e como o homem que nos persegue irá aparecer. 

Por fim, o jogo cumpre o que propõe, com um clima de terror e muito medo em todos os estágios propostos, porém peca na parte gráfica, mas que compensa com uma história intrigante e momentos reais de terror.

Vale salientar que, ao término da primeira run, é habilitado o modo hardcore, assim como mais um estágio do jogo que farão seu coração realmente sair pela boca.

Aos fãs que terror que gostam de uma pitada de jumpscare, exploração, suspense e uma história enigmática, pode ser uma boa pedida.

Revisão: Angelo Mota